domingo, 6 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SUAS VERTENTES
Os ecossistemas naturais passam por uma crise causada por uma espécie egocêntrica que habita este planeta, a espécie humana. O mau uso dos recursos naturais pela humanidade está dizimando espécies a uma velocidade absurda. A necessidade de rever paradigmas da educação ambiental se faz necessária para que desacelere estas extinções e o planeta mantenha se saudável.
A conscientização da preservação restritiva, aquela em que não há presença humana em Unidades de Conservações, é uma opção mais promissora quanto à preservação dos ecossistemas ainda existentes no planeta. Diminuir perdas biológicas garante sobrevida a Terra. Restringir ocupações humanas em áreas naturais de interesse coletivo evita um ciclo bem conhecido, o extrativismo – monocultura – industrialização – urbanização.
Por outro lado existe a tendência vigente nos órgãos governamentais de que o socioambientalismo pós-modernista é a solução. Visando a ocupação sustentável de Unidades de Conservações, “populações tradicionais” e indígenas são lotadas nestas áreas para que tenham atividades extrativistas de subsistência mais responsáveis. No papel parece tudo ecologicamente correto, mas quando analisado estas ocupações se mostram irresponsáveis. Extrações imediatistas visando lucro e venda de áreas de conservação são constantes. A idéia do ”bom selvagem” cuidador da fauna e flora agrada bem os interesses políticos, pois oferece aos nossos representantes opções de solução de problemáticas sociais.  
Portanto precisamos decidir o que é mais importante, a preservação que garanta recursos naturais para as futuras gerações ou a solução imediata de problemas sociais que não garante a preservação dos recursos. É certo que a solução para problemas sociais históricos ainda estão longe de ser resolvidos, pois a população humana não para de crescer e a tendência consumista não dá sinais de queda. É preciso conscientizar os jovens quanto aos impactos ambientais e suas causas, enfatizando que as perdas biológicas direciona o planeta para um fim muito próximo.


Prof. Pedro H. O. Guimarães

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