UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Universidade Aberta do Brasil - UAB
Curso de Especialização em Educação Ambiental
Centro de Educação a Distância- CEAD
A
TRANSVERSALIDADE DE CONTEÚDOS E AS PRÁTICAS EDUCACIONAIS
PEDRO
HENRIQUE OLIVEIRA GUIMARÃES
2013
CARMO
DO CAJURU - MG
INTRODUÇÃO
A
Educação ambiental e as realidades vividas pelas populações vêm sendo
discutidas há muito tempo. Seja por reuniões, convenções e fóruns o tema se
tornou cada vez mais urgente dado os avanços humanitários e seus impactos no
meio ambiente. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), instituído
na Conferencia das Nações Unidas sobre o meio ambiente de Estocolmo em 1972 deu
inicio a uma série de encontros internacionais para debater as problemáticas
ambientais e o papel dos recursos humanos nas resoluções das questões. A Carta
de Belgrado elaborada em 1975 no Seminário sobre Educação Ambiental, em seus
objetivos já apontava para uma meta que descreve bem o papel da educação
ambiental frente aos desafios que ainda hoje são obstáculos para um
desenvolvimento humano perante as responsabilidades ambientais, assim como
descreve no fragmento de seus objetivos:
3.
Atitudes: possibilitar aos indivíduos e grupos sociais a aquisição de valores
sociais, fortes vínculos afetivos com o ambiente e motivação para participar
ativamente na sua proteção e melhoria.
4.
Habilidades: propiciar aos indivíduos e aos grupos sociais condições para
adquirirem as habilidades necessárias à solução dos problemas ambientais.
As
orientações destes eventos serviram de base para os Parâmetros Curriculares
Nacional, sobretudo quanto à diversidade no contexto escolar e as transversalidades
dos conteúdos, evidenciado no fragmento a seguir:
Trabalhar
de forma transversal significa buscar a transformação dos conceitos, a explicitação
de valores e a inclusão de procedimentos, sempre vinculados à realidade cotidiana
da sociedade, de modo que obtenha cidadãos mais participantes. Cada professor, dentro
da especificidade de sua área, deve adequar o tratamento dos conteúdos para contemplar
o Tema Meio Ambiente, assim como os demais Temas Transversais. Essa194 adequação
pressupõe um compromisso com as relações interpessoais no âmbito da escola, para
haver explicitação dos valores que se quer transmitir e coerência entre estes e
os experimentados na vivência escolar, buscando desenvolver a capacidade de
todos para intervir na realidade e transformá-la, tendo essa capacidade relação
direta com o acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade.
EXPERIÊNCIAS
No intuito da realização de uma educação ambiental formal
e não formal crítica, inovadora e participativa destaca-se a reflexão de Tânia
Regina Effting, Educação Ambiental na
Escola Pública: Realidades e Desafios. Esta análise orienta se pelo programa “Cultivando
Água Boa” da Bacia do Paraná criado em 2003 pela Itaipu Binacional. Este
programa garante a qualidade da água para as populações da região além de ser
uma grande oportunidade de educação não formal oferecida aos povos da região. Também
subsidia a educação formal dos alunos do Colégio Estadual Leonilda Papen do
município de Mercedes, o que oferece uma visão abrangente dos temas
transversais da educação aproximado às realidades socioambientais. Assim como
evidencia a autora:
As ações do
Cultivando Água Boa envolvem parcerias institucionais, não governamentais, com
agricultores, pescadores, catadores, suinocultores, assentados, indígenas e
instituições de ensino e pesquisa. Estas ações são diversificadas e garante a
gestão compartilhada dos cuidados com o meio ambiente. Tendo assim o enfoque na
sensibilização e conscientização que coletivamente pode-se construir um lugar
ambientalmente correto para se viver. (EFFTING, 2007, p. 34-35)
Tomo a liberdade em citar um trabalho próprio
realizado na Escola Estadual Melquiades Batista de Miranda em Carmo do Cajuru,
Minas Gerais.
Com objetivo
de aproximar os problemas do cotidiano escolar e a comunidade, através do
Projeto Lixeiras e Placas Criativas realizamos um trabalho de conscientização e
produção de bons hábitos no que tange ao descarte de lixos e o consumo.
Trabalhamos a produção de lixeiras para o pátio escolar e placas informativas
quanto aos bons hábitos para com o meio ambiente, afixadas pela escola. A maior
parte do trabalho realizado em casa com a participação dos pais objetivando a
abrangência de público, atualmente serve de auxílio para trabalhar temas
transversais enfatizando sempre as problemáticas socioambientais.
CONCLUSÃO
Portanto, é evidente como é possível práticas e
educação ambiental aliado às transversalidades de conteúdos. Cada tema sugerido
pela Lei de Diretrizes Básicas para a Educação como tema transversal tem sua
diversificação na educação ambiental.
A capacitação de recurso humano destaca se como a
ferramenta possível para uma educação ambiental de diversidades e inclusiva. A
informação o trabalho e as práticas responsáveis propiciam a abrangência e
eficácia do objetivo.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
Educação Ambiental:
Curso Básico a distância - Educação e Educação Ambiental II. MMA, 2001
Fonte: Disponível em
<http://openlink.br.inter.net/jtcyll/1903.htm>. Acesso em 9 de novembro
de 2013.
EFFTING,
Tânia Regina. Educação Ambiental nas
Escolas Públicas: Realidade e Desafios. Marechal Cândido Rondon, 2007.