domingo, 10 de novembro de 2013

A TRANSVERSALIDADE DE CONTEÚDOS E AS PRÁTICAS EDUCACIONAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Universidade Aberta do Brasil - UAB
Curso de Especialização em Educação Ambiental
Centro de Educação a Distância- CEAD





A TRANSVERSALIDADE DE CONTEÚDOS E AS PRÁTICAS EDUCACIONAIS









PEDRO HENRIQUE OLIVEIRA GUIMARÃES
2013
CARMO DO CAJURU - MG


INTRODUÇÃO

A Educação ambiental e as realidades vividas pelas populações vêm sendo discutidas há muito tempo. Seja por reuniões, convenções e fóruns o tema se tornou cada vez mais urgente dado os avanços humanitários e seus impactos no meio ambiente. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), instituído na Conferencia das Nações Unidas sobre o meio ambiente de Estocolmo em 1972 deu inicio a uma série de encontros internacionais para debater as problemáticas ambientais e o papel dos recursos humanos nas resoluções das questões. A Carta de Belgrado elaborada em 1975 no Seminário sobre Educação Ambiental, em seus objetivos já apontava para uma meta que descreve bem o papel da educação ambiental frente aos desafios que ainda hoje são obstáculos para um desenvolvimento humano perante as responsabilidades ambientais, assim como descreve no fragmento de seus objetivos:
3. Atitudes: possibilitar aos indivíduos e grupos sociais a aquisição de valores sociais, fortes vínculos afetivos com o ambiente e motivação para participar ativamente na sua proteção e melhoria.
4. Habilidades: propiciar aos indivíduos e aos grupos sociais condições para adquirirem as habilidades necessárias à solução dos problemas ambientais.
As orientações destes eventos serviram de base para os Parâmetros Curriculares Nacional, sobretudo quanto à diversidade no contexto escolar e as transversalidades dos conteúdos, evidenciado no fragmento a seguir:
Trabalhar de forma transversal significa buscar a transformação dos conceitos, a explicitação de valores e a inclusão de procedimentos, sempre vinculados à realidade cotidiana da sociedade, de modo que obtenha cidadãos mais participantes. Cada professor, dentro da especificidade de sua área, deve adequar o tratamento dos conteúdos para contemplar o Tema Meio Ambiente, assim como os demais Temas Transversais. Essa194 adequação pressupõe um compromisso com as relações interpessoais no âmbito da escola, para haver explicitação dos valores que se quer transmitir e coerência entre estes e os experimentados na vivência escolar, buscando desenvolver a capacidade de todos para intervir na realidade e transformá-la, tendo essa capacidade relação direta com o acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade.


EXPERIÊNCIAS

No intuito da realização de uma educação ambiental formal e não formal crítica, inovadora e participativa destaca-se a reflexão de Tânia Regina Effting, Educação Ambiental na Escola Pública: Realidades e Desafios. Esta análise orienta se pelo programa “Cultivando Água Boa” da Bacia do Paraná criado em 2003 pela Itaipu Binacional. Este programa garante a qualidade da água para as populações da região além de ser uma grande oportunidade de educação não formal oferecida aos povos da região. Também subsidia a educação formal dos alunos do Colégio Estadual Leonilda Papen do município de Mercedes, o que oferece uma visão abrangente dos temas transversais da educação aproximado às realidades socioambientais. Assim como evidencia a autora:

As ações do Cultivando Água Boa envolvem parcerias institucionais, não governamentais, com agricultores, pescadores, catadores, suinocultores, assentados, indígenas e instituições de ensino e pesquisa. Estas ações são diversificadas e garante a gestão compartilhada dos cuidados com o meio ambiente. Tendo assim o enfoque na sensibilização e conscientização que coletivamente pode-se construir um lugar ambientalmente correto para se viver. (EFFTING, 2007, p. 34-35)

Tomo a liberdade em citar um trabalho próprio realizado na Escola Estadual Melquiades Batista de Miranda em Carmo do Cajuru, Minas Gerais.
 Com objetivo de aproximar os problemas do cotidiano escolar e a comunidade, através do Projeto Lixeiras e Placas Criativas realizamos um trabalho de conscientização e produção de bons hábitos no que tange ao descarte de lixos e o consumo. Trabalhamos a produção de lixeiras para o pátio escolar e placas informativas quanto aos bons hábitos para com o meio ambiente, afixadas pela escola. A maior parte do trabalho realizado em casa com a participação dos pais objetivando a abrangência de público, atualmente serve de auxílio para trabalhar temas transversais enfatizando sempre as problemáticas socioambientais.





CONCLUSÃO

Portanto, é evidente como é possível práticas e educação ambiental aliado às transversalidades de conteúdos. Cada tema sugerido pela Lei de Diretrizes Básicas para a Educação como tema transversal tem sua diversificação na educação ambiental.
A capacitação de recurso humano destaca se como a ferramenta possível para uma educação ambiental de diversidades e inclusiva. A informação o trabalho e as práticas responsáveis propiciam a abrangência e eficácia do objetivo.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Parâmetros Curriculares Nacionais – Meio Ambiente  http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/meioambiente.pdf
Educação Ambiental: Curso Básico a distância - Educação e Educação Ambiental II. MMA, 2001
Fonte: Disponível em <http://openlink.br.inter.net/jtcyll/1903.htm>. Acesso em 9 de novembro de 2013.
EFFTING, Tânia Regina. Educação Ambiental nas Escolas Públicas: Realidade e Desafios. Marechal Cândido Rondon, 2007.


Um comentário:

  1. Muito bom o texto. Completo e rico de informações importantes! Parabéns prof. Pedro!

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